Prefeito afirmou que a gestão municipal “não tem nada a ver” com a investigação que apura suposto desvio de recursos de contrato do Wi-Fi Livre ligado a produtora envolvida em cinebiografia do ex-presidente.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou que a Prefeitura de São Paulo tenha relação com a suspeita de uso de verba pública destinada ao programa Wi-Fi Livre na produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada após operação mirar possíveis irregularidades em contrato firmado entre a administração municipal e entidade responsável por instalar pontos de internet em comunidades da capital.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o contrato analisado é o 01/SMIT/2024, firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecimento Liberta (ICB). O acordo previa a instalação de 5 mil pontos públicos de Wi-Fi em comunidades da periferia paulistana. Investigações apontam que aditivos elevaram o valor do contrato para R$ 157,1 milhões, e que ao menos R$ 26 milhões teriam sido pagos sem a efetiva prestação do serviço.
A apuração ganhou repercussão porque uma produtora ligada ao filme sobre Bolsonaro teria conexão com pessoas ou estruturas relacionadas à entidade contratada. A gestão municipal afirma que o contrato foi regular e que eventuais desvios, caso confirmados, devem ser apurados pelas autoridades competentes.
A declaração de Nunes tem impacto direto na administração municipal porque envolve um programa voltado à inclusão digital em áreas vulneráveis de São Paulo. O Wi-Fi Livre é uma política pública que busca ampliar o acesso gratuito à internet em regiões periféricas, onde a conectividade pode influenciar estudo, trabalho, acesso a serviços públicos e comunicação.
A pauta é relevante porque trata de possível desvio de recursos em um serviço essencial para comunidades de baixa renda. Quando há suspeita de pagamento sem entrega, o prejuízo não é apenas financeiro: moradores deixam de receber infraestrutura digital prometida pelo poder público.
O ponto jornalístico agora é acompanhar o avanço da investigação, a análise dos contratos, a responsabilização de eventuais envolvidos e a comprovação de quantos pontos de Wi-Fi foram efetivamente instalados e estão em funcionamento.
Serviço ao leitor: moradores podem verificar a existência e o funcionamento de pontos públicos de internet em seus bairros e registrar falhas, ausência do serviço ou irregularidades pelos canais oficiais da Prefeitura, como o SP156. Denúncias sobre possível desvio de verba pública também podem ser encaminhadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Município.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
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Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional | Jornalista | Diretor Editorial Editor-Executivo-Regional da HostingPress Agência de Notícias de São Paulo, com atuação voltada à coordenação editorial regional, articulação com veículos parceiros e fortalecimento da distribuição de conteúdo jornalístico no Estado de São Paulo. Editor-chefe do Jornal Impacto Cotia, com foco em jornalismo investigativo, interesse público e análise crítica de temas políticos, sociais e institucionais.

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